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O município de Amparo do Serra, região ainda mata virgem, habitada por índios Purís, presentes em toda região de Ponte Nova, teve origem no povoado de Nossa Senhora do Serra.
Em 1759 surge no horizonte uma nave e dentro dela imigrando para o Brasil veio um Português de nome Manuel Francisco Moreira Serra. E assim tudo começou.
Em 1760 chega nestas plagas mineiras Manuel Francisco Moreira Serra, onde adquiriu uma grande propriedade.
Com a necessidade de mão-de-obra para trabalhar as suas terras e de outros proprietários, devido ao crescimento da demanda pelos gêneros alimentícios, aumenta a presença de escravos negros. Os demais eram descendentes de imigrantes, principalmente italianos e portugueses.
Aqui, Manuel Francisco Moreira Serra foi acometido de uma grave doença. Enfermo, lugar sem muitos recursos médicos, sem esperança, lembrou-se de Nossa Senhora do Amparo, a santa de sua devoção, que ficou lá distante em Portugal.
Valendo-se da fé sagaz pela santa, fez uma promessa de trazer para cá uma imagem da santa.
Esperançado... Perseverante... Dotado de agudeza de espírito – eis a cura afinal..., cumprindo promessa.
A santa aqui chegou acompanhada de uma peregrinação de religiosos e foi recebida com cânticos, procissões, em uma calorosa concentração festiva.
Demonstrando, ainda, sua gratidão, pela cura, Manuel Francisco Moreira Serra fez uma doação de 10 (dez) alqueires de suas terras para Patrimônio da Santa, ficando, assim, considerado o fundador do lugar, que recebe o nome de “Amparo do Serra”, em homenagem à Santa e ao fundador, que antes se chamava “Alto Conceição da Serra”.
Construíram-se uma capela para a santa, estilo da época de “pau-a-pique”, sem a devida segurança, no lugar denominado “Cemitério Velho”.
Os índios, primeiros habitantes do lugar, também tiveram despertados seus sentimentos de religiosidade e, aproveitando a calada da noite, reuniram a tribo e foram em busca da santa. Atearam fogo na capela, roubaram a imagem, levando-a para o mato.
Liderados pelos senhores: o Alferes Domiciano José da Fonseca, João do Monte da Fonseca e José Caetano da Fonseca, os camponeses revoltados, organizaram-se e foram ao encalço deles para o resgate da imagem.
Depois de muita luta e conflitos, reaveram a imagem com um de seus braços quebrados.
O reverendo, Pe. João Paulo M. de Brito, vigário de Ponte Nova, levou a imagem para lá até que fosse construída uma capela segura.   Em 1836 celebra-se com grande solenidade a bênção da nova capela de Nossa Senhora da Conceição no largo do mesmo nome, trazendo em meios a cânticos, vivas, orações e grande alegria, a santa de volta, em procissão, de Ponte Nova para cá, realizando-se uma grande e animada festa, quando foi celebrado na capela a 1ª missa, pelo vigário Padre Joaquim José Fernandes de Godói. O primeiro vigário.

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